Um tanto agridoce
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domingo, 24 de novembro de 2013
Quem sabe um dia, toda essa dor tenha um fim
É, eu sei que não sou perfeita, mas também sei que não sou pior que ninguém. Eu sinto, sinto muito. Qualquer simples atitude, gesto, olhar ou palavra podem acabar com meu dia ou talvez com minha vida inteira. Muitas vezes eu me sinto um peso na vida das pessoas a minha volta, eu não queria dar tanto trabalho, ter tantos problemas ou SER UM PROBLEMA. Eu só queria ser como todos os outros, que me ACEITASSEM COMO SOU e apesar dos meus inúmeros defeitos. Eu queria poder sair aos fins de semana e me divertir sem que nada me fizesse CHORAR AO FIM DO DIA, sem que as pessoas me olhassem torto debochando de mim. Queria o mundo enxergasse que apesar de tudo que eu mostro por fora, eu sou sensível e preciso de carinho, abraços, pessoas que demonstrem gostar de mim de verdade. Eu queria que toda vez que eu disser "Estou bem", as pessoas percebessem que não estou e me dessem um simples abraço, ás vezes isso ajuda muito. Eu queria ouvir todo dia eu "Eu te amo", mas bem sincero, que faça meus olhos se encherem de lágrimas. Eu queria ter a certeza de que todos os dias tem alguém se importando comigo, que se preocupasse em saber se estou bem ou não, que me ligasse pra dizer que mesmo que eu não queira, essa pessoa estaria do meu lado mesmo assim, pra me ajudar, me apoiar ou simplesmente me ouvir. Eu sempre quis e quero que as pessoas saibam que eu sinto, sinto muito.
Mayara Policiano
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Mas não consigo...
"Ele é meu ponto de paz, meu porto seguro. Quando estamos juntos tudo fica bem, os problemas desaparecem e é ele quem faz dos meus dias melhores. Ele é todo errado e muitas vezes tem atitudes que eu não gosto, mas eu sei que entre seus defeitos e suas qualidades, são as qualidades que se destacam. É um palhaço e está sempre me fazendo rir, e confesso que amo esse seu jeito extrovertido de ser. Ele é um "quase homem" que ainda tem muito que amadurecer. A cada dia percebo que, naquele ser, há diversas qualidades a serem descobertas, e é isso que faço, sempre. Ele é meu melhor amigo e o homem da minha vida, e eu queria conseguir dizer tudo isso para ele."
"Ela é minha pequena, minha vida, quem me faz feliz. Eu adoro aquele jeitinho meigo de ser, seus dramas e choros quando as coisas não acontecem como ela quer. Ela é uma "criança" que precisa de carinho e atenção, e é isso que dou a ela. Amo quando ela dá aquele sorriso que me destrói por dentro, e sei que na maioria das vezes sou eu quem o causo. Quando a deixo bravinha e ela faz birra fica linda, mais do que já é. Ela é minha princesa, minha boneca, e meu coração se parte ao pensar que ela pode se entregar para outro alguém. Ela é minha melhor amiga e a mulher da minha vida, e eu queria conseguir dizer tudo isso para ela"
Mayara Policiano
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Me enganei
Geralmente eu me sentia perdida quando haviam muitas pessoas a minha volta. Eu procurava me esconder, me isolar, ficar longe e evitar decepções (isso era algo que acontecia com frequência).
Foi tão estranho quando aquele garoto apareceu e tentou me mostrar que eu estava errada, e que as decepções- muitas vezes- vinham para nos fortalecer. Eu mudei e ele também. O que a gente vivia era quase mágico, ele me fazia tão bem e eu acreditava que tudo iria durar por muito tempo.
Foi lamentável quando eu notei que tudo não passava de ilusão, quando o que a gente vivia juntos acabou. Eu chorei, muito. O que ele havia me ensinado sobre a vida acabou junto com o amor que ele sentia por mim e eu voltei a ser como antes. Dói vê-lo todos os dias, fazendo coisas que eu não imaginava que ele seria capaz. Mas essa dor vai passar, no fim sempre passa.
Mayara Policiano
Que fique na memória
Eu o via passar todos os dias. Aquele jovem
rapaz, me olhava sempre de uma forma carismática, um sorriso misterioso e
despertava curiosidade.
Certo dia resolvi ir além. Quando o vi passar corri ao seu encontro e tentei conhecê-lo melhor.
-Olá! Desculpe-me incomodar, mas qual é o seu nome?
-Rafael...
-Mora aqui por perto?
-Óia, umas trêis quadra pá cima daqui moça. Mais por que cê tá mi perguntano essas coisa?
Tenho que confessar: assustei-me quando ouvi aquele lindo rapaz falando. Mas eu percebia que tinha muita coisa escondida atrás daquele olhar, e eu estava disposta a descobrir.
-Ah! Na verdade eu só queria mesmo fazer uma nova amizade.
-Bom taméim. Mas óia moça, eu to atrasado agora, amanhã eu passo mai cedo pá nóis pode conversá melhor. To indo viu.
Mal nos despedimos e ele foi embora, correndo.
No dia seguinte ele fez como havia me dito, passou mais cedo e ficamos conversando por horas. Nesse tempo descobri muita coisa sobre sua vida. Ele tinha 17 anos, seus pais haviam falecido em um acidente de carro quando o menino ainda era criança. Desde então, ele mora com sua tia, que exige muito dele e nunca o deixou ir para a escola.
Com o tempo nossa amizade crescia cada vez mais, então eu decidi que iria realizar um de seus maiores sonhos: ler e escrever.
Foi a melhor experiência que eu já tive, poder fazer por ele o que ninguém jamais fez por mim. A cada dia eu o notava mais feliz e realizado, mas também me sentia cada vez mais apaixonada.
No último dia de nossas “aulas”, resolvi que iria confessar-lhe todo aquele amor que eu sentia.
-Rafa! Preciso te confessar uma coisa.
-Diz.
-É maluco sabe, mas eu estou loucamente e extremamente apaixonada por você.
Nesse momento, eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. Ele se aproximou e disse olhando em meus olhos:
-Eu sempre quis ouvir isso de você algum dia. Você acabou de realizar mais um dos meus sonhos. Eu amo você, Mary.
Rafael segurou firmemente em minha cintura, e foi onde aconteceu: o nosso primeiro beijo e o início de um namoro que eu esperava ser infinito.
Dois meses depois, aconteceu algo que mudou completamente minha vida. Durante um jantar em família eu tive um desmaio. Meu pai me levou ao hospital depressa. Fiquei uma semana internada em observação e passei por vários exames. Descobrimos que eu tinha leucemia e já estava em um período avançado. Provavelmente eu teria duas ou três semanas de vida.
Quando saí do hospital, hesitei em dar a notícia a Rafael. Então aproveitei todos os dias que passei com ele, e quando eu sabia que estava quase no fim de toda aquela dor lhe contei. Ele chorou por horas junto a mim e eu também não me controlei – levando em consideração a minha conformação com a morte. O que nos salvava do enorme silêncio que surgiu entre nós, foram os diversos “eu te amo” repetidos consecutivamente em meio aos soluços e lágrimas.
Bom, hoje dia 24 de setembro de 2000 estou internada e ao que tudo indica esse é o meu último dia. Meu melhor amigo e maior amor está aqui ao meu lado, e foi ele quem me motivou a escrever essa história. Agora tenho que despedir de todos, pois a qualquer instante tudo pode acabar.
Certo dia resolvi ir além. Quando o vi passar corri ao seu encontro e tentei conhecê-lo melhor.
-Olá! Desculpe-me incomodar, mas qual é o seu nome?
-Rafael...
-Mora aqui por perto?
-Óia, umas trêis quadra pá cima daqui moça. Mais por que cê tá mi perguntano essas coisa?
Tenho que confessar: assustei-me quando ouvi aquele lindo rapaz falando. Mas eu percebia que tinha muita coisa escondida atrás daquele olhar, e eu estava disposta a descobrir.
-Ah! Na verdade eu só queria mesmo fazer uma nova amizade.
-Bom taméim. Mas óia moça, eu to atrasado agora, amanhã eu passo mai cedo pá nóis pode conversá melhor. To indo viu.
Mal nos despedimos e ele foi embora, correndo.
No dia seguinte ele fez como havia me dito, passou mais cedo e ficamos conversando por horas. Nesse tempo descobri muita coisa sobre sua vida. Ele tinha 17 anos, seus pais haviam falecido em um acidente de carro quando o menino ainda era criança. Desde então, ele mora com sua tia, que exige muito dele e nunca o deixou ir para a escola.
Com o tempo nossa amizade crescia cada vez mais, então eu decidi que iria realizar um de seus maiores sonhos: ler e escrever.
Foi a melhor experiência que eu já tive, poder fazer por ele o que ninguém jamais fez por mim. A cada dia eu o notava mais feliz e realizado, mas também me sentia cada vez mais apaixonada.
No último dia de nossas “aulas”, resolvi que iria confessar-lhe todo aquele amor que eu sentia.
-Rafa! Preciso te confessar uma coisa.
-Diz.
-É maluco sabe, mas eu estou loucamente e extremamente apaixonada por você.
Nesse momento, eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. Ele se aproximou e disse olhando em meus olhos:
-Eu sempre quis ouvir isso de você algum dia. Você acabou de realizar mais um dos meus sonhos. Eu amo você, Mary.
Rafael segurou firmemente em minha cintura, e foi onde aconteceu: o nosso primeiro beijo e o início de um namoro que eu esperava ser infinito.
Dois meses depois, aconteceu algo que mudou completamente minha vida. Durante um jantar em família eu tive um desmaio. Meu pai me levou ao hospital depressa. Fiquei uma semana internada em observação e passei por vários exames. Descobrimos que eu tinha leucemia e já estava em um período avançado. Provavelmente eu teria duas ou três semanas de vida.
Quando saí do hospital, hesitei em dar a notícia a Rafael. Então aproveitei todos os dias que passei com ele, e quando eu sabia que estava quase no fim de toda aquela dor lhe contei. Ele chorou por horas junto a mim e eu também não me controlei – levando em consideração a minha conformação com a morte. O que nos salvava do enorme silêncio que surgiu entre nós, foram os diversos “eu te amo” repetidos consecutivamente em meio aos soluços e lágrimas.
Bom, hoje dia 24 de setembro de 2000 estou internada e ao que tudo indica esse é o meu último dia. Meu melhor amigo e maior amor está aqui ao meu lado, e foi ele quem me motivou a escrever essa história. Agora tenho que despedir de todos, pois a qualquer instante tudo pode acabar.
Mayara Policiano
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